sexta-feira, 26 de julho de 2013

A Esperança (parte 2)

Good Afternoon,

Ontem passei o dia inteiro terminando de ler A Esperança, o livro é simplesmente maravilhoso, mas é muito triste, porque no fundo é real e não tem um final realmente feliz, como a nossa vida, o nosso fim não é feliz, não existe final feliz, o nosso fim é a nossa morte, a nossa morte só causa sofrimento aos que nos amam. Quando terminei de ler o livro praticamente tive um colapso nervoso haha, pior que é sério mesmo chorei demais. Primeiro me imaginei no lugar da Katniss, milhares de pessoas morreram por minha causa, perdi vários amigos, vi muitos deles sendo mortos brutalmente, perdi minha irmãzinha, já tinha perdido meu pai num acidente nas minas tempos atrás, de certa forma perdi também minha mãe, se eu fosse a Katniss sentiria que meu pai e Prim eram muito mais importantes do que eu pra minha mãe porque de certa forma ela me abandonou e me deixou sozinha no Distrito 12, além disso perdi Gale, querendo ou não, ele era meu melhor amigo, eu era muito feliz quando caçava com ele aos domingos, quando nós caçávamos éramos apenas um, nele eu podia sempre confiar e agora ele estava vivo, mas em outro Distrito e longe de mim.
"[...] Por toda a cidade, a Costura é a mesma coisa. A colheita dos mortos. À medida que me aproximo das ruínas da minha antiga casa, a entrada fica repleta de carroças. A campina não existe mais ou pelo menos foi dramaticamente alterada. Um fosso profundo foi cavado, e estão enchendo o buraco de ossos, uma imensa sepultura coletiva para o meu povo. Contorno o buraco e entro na floresta em meu ponto costumeiro. Mas pouco importa. A cerca não está mais eletrificada e agora está com longos galhos para espantar os predadores. Mas vícios antigos são difíceis de abandonar. Penso em ir até o lago, mas estou tão fraca que mal consigo chegar ao meu ponto de encontro com Gale. Sento-me na rocha onde Cressida nos filmou, mas ela é larga demais sem o corpo dele ao meu lado. Diversas vezes fechos os olhos e conto até dez, pensando que assim que reabri-los, ele terá se materializado sem fazer barulho, como ocorria com frequência. preciso lembrar que Gale está no 2 com um emprego legal, provavelmente beijando outra boca. [...]"
Nessa parte eu chorei, foi mais fácil pra Katniss superar ficar sem o Gale do que pra mim. haha
Enfim é isso e tirei algo bom desse livro, que independentemente do que aconteceu ou aconteça de ruim na minha vida, não vai ser um terço do sofrimento e tudo pelo que eles passaram, ou melhor, pelo sofrimento  pelo qual os nossos antepassados passaram porque eu acabei colocando a história na nossa realidade, realmente as pessoas sofreram como ou até mais do que Katniss, ou outros tributos, rebeldes ou pacificadores, porque o que eles passaram foi real, mesmo depois que a guerra acaba quem participou dela e saiu vivo jamais será o mesmo de antes, sempre terá consigo aquelas imagens horríveis, sempre terá pesadelos com tudo o que aconteceu e pra finalizar o post lá vaio finalzinho do livro:
" [...] Meus filhos que não sabem que, que não sabem que brincam num cemitério.
         Peeta diz que vai ficar tudo bem. Temos um ao outro. E o livro. Podemos fazê-los compreender de uma maneira que os torne ainda mais corajosos. Mas um dia eu terei de dar uma explicação sobre os meus pesadelos. Por que eles realmente jamais acabarão.
         Direi a eles como sobrevivo aos pesadelos. Direi a eles que nas manhãs desagradáveis, é impossível sentir prazer em qualquer coisa que seja, porque temo que essa coisa me possa ser tirada. É quando faço uma lista em minha cabeça com todos os atos de bondade que vi alguém realizando. É como um jogo. Repetitivo. Até um pouco entediante após mais de vinte anos.
       Mas há jogos muito piores do que esse.
                                                                       FIM.



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